Se não estás lá porque tenho eu de te pensar amigo(a)?
Se não me apoias incondicionalmente porque tenho eu de te pensar amigo?
Se não te preocupaste comigo porque tenho eu de te pensar amigo?
Se já não sinto por ti a preocupação e carinho que sentia porque tenho eu de te pensar amigo?
Se estamos juntos apenas quando há um esforço atrós e nenhum de nós está realmente a querer estar ali porque tenho eu de te pensar amigo?
Se passam-se semanas sem que haja o minímo esforço para nos vermos e sabermos das coisas de cada um porque tenho eu de te pensar amigo?
Sim, posso parecer insensivel... Mas será melhor viver na hipocrisia de fingir ser amiga de quem já não sinto ser? E de quem sinto já não ser meu?
Amigo: aquele ser estranho que pergunta como estou e quer mesmo saber a resposta... Mais é aquele que não deixa que a amizade viva em função do vento... Sopra para que ela não páre...
Sunday, May 11, 2008
Tuesday, May 6, 2008
Porque às vezes bate a saudade...
Já faz algum (muito) tempo que não me manifestava neste meu espaço de partilha...
Confesso que me tenho sentido vazia de coisas para partilhar, ao mesmo tempo que tenho vivido tantas emoções...
Na verdade, aliado a um sem fim de voltas que tudo já deu na minha vida, está um misto de expectativa e melancolia que me fazem não querer parar e pensar, ou melhor, parar e assumir que penso em tudo isto...
Sim, a mágoa que guardo e que tanto me tem feito sofrer não se apagou... Nem sei se vai apagar-se... Quando vamos conversar? Será que vamos magoar-nos mais nos pequenos gestos não feitos, de todos os dias? Quando vais assumir o teu papel e puxar por mim? quando vais poder ouvir-me? Quando é que eu consigo olhar objectivamente para tudo isto? Quando serei eu capaz de não te culpar? Será que esse dia demora? Já está a doer muito... Mais do que eu pensei que fosse doer...
Mas tirando esta mágoa, que é mais uma companhia de sempre, penso na fase que termino, os abraços que parecem ser os últimos de sempre, os momentos sentados numa secretária de escola, que não mais serão iguais... Enfim, um sem número de momentos que até aqui pareciam repetir-se eternamente e que hoje são únicos e vividos de forma tão intensa...
Já sinto saudade dos dias de chegar á escola e ter um rosto amigo junto à maquina de café... Ou até mesmo um "madrinha, que saudades" sinto que quando deixar aquele corredor tão cheio de vida vou ficar desamparada... Presa a um sem fim de recordações que vou ter de guardar na caixinha e guardar junto ao peito... Vão terminar os encontros pelos corredores com os professores, com as amigas que trabalham no sector académico... Espero nunca me esquecer de todos os sorrisos e todos os olhares que trocamos e que nos fizeram pertencer á vida uns dos outros...
A sala da AE, onde tantas vezes fiquei até se perder o tempo... Onde tive discussões marcantes, onde se pensaram e realizaram projectos e sonhos e onde descobri amigos que vou guardar para sempre no meu peito... No desespero, na dúvida, nos momentos de maior angústia... A grande parte dos meus 4 anos passados decorreram também neste pedaço de escola, que tantas vezes é ridicularizado... Nesta metade de corredor vivi as mais emocionantes experiências, disse asneiras, chorei, tive conversas sérias e sorri muito... Fofocamos, rimos e apreciamos a vida na mais pura beleza da sua existência... Nesta escola que quase me deixa partir, estive de corpo e alma, partilhei com as minhas meninas os meus medos, angústias e ainda hoje lembro os dias de exame prático, em que tudo era um stresse e em que todos estavamos unidos por um desejo...o de passar!!!
Pode este ser um texto confuso, porque fala de tanta coisa diferente da minha vida... e tanta coisa da minha vida está por dizer... Mas é um texto de sentir, de viver e de fechar os olhos e perceber que naquelas paredes, naqueles bancos de escola, se viveram tantas coisas e independentemente do que elas foram ou são... Eu estive lá e vivi, de facto, tudo o que lá se passou e passa... Não quero fechar a porta... preciso acreditar que é apenas um até já, mas desta vez para um rumo diferente...
chorando sobre as teclas...
até já...
Confesso que me tenho sentido vazia de coisas para partilhar, ao mesmo tempo que tenho vivido tantas emoções...
Na verdade, aliado a um sem fim de voltas que tudo já deu na minha vida, está um misto de expectativa e melancolia que me fazem não querer parar e pensar, ou melhor, parar e assumir que penso em tudo isto...
Sim, a mágoa que guardo e que tanto me tem feito sofrer não se apagou... Nem sei se vai apagar-se... Quando vamos conversar? Será que vamos magoar-nos mais nos pequenos gestos não feitos, de todos os dias? Quando vais assumir o teu papel e puxar por mim? quando vais poder ouvir-me? Quando é que eu consigo olhar objectivamente para tudo isto? Quando serei eu capaz de não te culpar? Será que esse dia demora? Já está a doer muito... Mais do que eu pensei que fosse doer...
Mas tirando esta mágoa, que é mais uma companhia de sempre, penso na fase que termino, os abraços que parecem ser os últimos de sempre, os momentos sentados numa secretária de escola, que não mais serão iguais... Enfim, um sem número de momentos que até aqui pareciam repetir-se eternamente e que hoje são únicos e vividos de forma tão intensa...
Já sinto saudade dos dias de chegar á escola e ter um rosto amigo junto à maquina de café... Ou até mesmo um "madrinha, que saudades" sinto que quando deixar aquele corredor tão cheio de vida vou ficar desamparada... Presa a um sem fim de recordações que vou ter de guardar na caixinha e guardar junto ao peito... Vão terminar os encontros pelos corredores com os professores, com as amigas que trabalham no sector académico... Espero nunca me esquecer de todos os sorrisos e todos os olhares que trocamos e que nos fizeram pertencer á vida uns dos outros...
A sala da AE, onde tantas vezes fiquei até se perder o tempo... Onde tive discussões marcantes, onde se pensaram e realizaram projectos e sonhos e onde descobri amigos que vou guardar para sempre no meu peito... No desespero, na dúvida, nos momentos de maior angústia... A grande parte dos meus 4 anos passados decorreram também neste pedaço de escola, que tantas vezes é ridicularizado... Nesta metade de corredor vivi as mais emocionantes experiências, disse asneiras, chorei, tive conversas sérias e sorri muito... Fofocamos, rimos e apreciamos a vida na mais pura beleza da sua existência... Nesta escola que quase me deixa partir, estive de corpo e alma, partilhei com as minhas meninas os meus medos, angústias e ainda hoje lembro os dias de exame prático, em que tudo era um stresse e em que todos estavamos unidos por um desejo...o de passar!!!
Pode este ser um texto confuso, porque fala de tanta coisa diferente da minha vida... e tanta coisa da minha vida está por dizer... Mas é um texto de sentir, de viver e de fechar os olhos e perceber que naquelas paredes, naqueles bancos de escola, se viveram tantas coisas e independentemente do que elas foram ou são... Eu estive lá e vivi, de facto, tudo o que lá se passou e passa... Não quero fechar a porta... preciso acreditar que é apenas um até já, mas desta vez para um rumo diferente...
chorando sobre as teclas...
até já...
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