Um vestido, dp de rasgado nunca volta a ser o mesmo...podes levá-lo à melhor costureira, pode ter-se rasgado num sítio escondido e onde ninguém note... Mas nunca mais será o mesmo... Quem o rasgou sabe exactamente onde o rasgou e quem o veste sente na pele a costura do remendo. Poderá esse vestido voltar a brilhar na pele de quem com ele desfila? Talvés se transforme num vestido de casa, numa roupa para aqueles dias menos importantes, pode até deixar de ser usado...
Pergunto-me o que farei eu com um vestido rasgado... Serei eu capaz de o remendar e voltar a usar? Será que o farei com a mesma vontade e força?
Pendurei-o na porta do quarto e não fiz nada... vamos ver...
Wednesday, May 9, 2007
Monday, May 7, 2007
Respirar...
Os dias de sol dão-nos mais força! Não há palavras que descrevam um fim de tarde depois de um dia de sol... Há beira rio, com uma brisa leve, a ver o céu perder a claridade e ganhar serenidade... Nestes fins de tarde o mar parece uma passadeira para a nossa existência. É impossível descrever a plenitude, a tranquilidade, a calmariia em que me encontro quando existem tardes assim... O mundo em meu redor pode estar em alvoroço... Mas eu estou bem, caminho pelo meu próprio pé, olho sem qualquer lente para o mundo e nem me lembro do relógio...
Sunday, May 6, 2007
Acordar...
Cada dia é um desafio estranho. Há noite, quando a certeza de que o dia de amanhã irá surgir começa a ganhar forma, começa também o desejo de que o dia de amanã seja bem diferente, que seja cheio de sorrisos, que não custe a acordar, que não custe a tornar-se sol e alegria... Quando o despertador toca, ou o corpo, por si, acorda é difícil enfrentar o que espera por mim... às vezes não... Mas há sempre um impasse de medo e ansiedade por tudo o que vou enfrentar hoje. Talvez hoje tenha um sabor especial, um gosto diferente... É difícil olhar para mim, ter de me auto-avaliar, ouvir as avaliações das outras pessoas... é difícil, talvez por isso hoje, especialmente, foi difícil acordar... Porque é dia da mãe, porque é dia de te amar... como todos os dias... e não vai ser assim...
Saturday, May 5, 2007
Capas Negras
A postura de um estudante envergando seu traje, de capa ao ombro, traçada ou pelos ombros, deixa-me completamente encantada, melancólica e pensativa... A magia e tradição que todo este negro envolve, permite-me sorrir só pelo "necessário, somente o necessário" que as crianças tão bem ilustraram hoje...
Sinto que todo este tempo me está a passr pelas mãos, queria aroveitá-lo mais... Queria vivê-lo mais... Estar mais com estas pessoas, envergar mais vezes o negro do meu traje que tanta falta me vai fazer, ainda aqui estou e as saudades já me atormentam, parece que me vão obrigar a crescer, a deixar de ser uma jovem estudante e passar a ser uma jovem adulta... Não quero... Deixem-me lá ficar mais uns tempos... Sei que ainda me falta um ano, mas será um ano cheio de sabor a eter... pouca escola, muito hospital... Não tenho dúvidas do que quero fazer e ser... mas também não tenho dúvidas que gosto do agora, do presente, da simplicidade da capa negra que a todos tanto diz e representa... A certeza da igualdade e do companheirismo que só o traje nos traz... Não quero perder o encanto das serenatas, a beleza de uma tuna cantando com alma de fadista o amor á sua cidade, ás suas donzelas...
Quero ser estudante de capa traçada sempre e agora... Cantando pela vida a minha história e a de todos que comigo a viveram...
tentei explicar o que sinto e não sei se consegui... Com a minha capa levarei os segredos de uma cidade que é e sempre será minha e permitir-me-á ser estudante para a vida toda...
Sinto que todo este tempo me está a passr pelas mãos, queria aroveitá-lo mais... Queria vivê-lo mais... Estar mais com estas pessoas, envergar mais vezes o negro do meu traje que tanta falta me vai fazer, ainda aqui estou e as saudades já me atormentam, parece que me vão obrigar a crescer, a deixar de ser uma jovem estudante e passar a ser uma jovem adulta... Não quero... Deixem-me lá ficar mais uns tempos... Sei que ainda me falta um ano, mas será um ano cheio de sabor a eter... pouca escola, muito hospital... Não tenho dúvidas do que quero fazer e ser... mas também não tenho dúvidas que gosto do agora, do presente, da simplicidade da capa negra que a todos tanto diz e representa... A certeza da igualdade e do companheirismo que só o traje nos traz... Não quero perder o encanto das serenatas, a beleza de uma tuna cantando com alma de fadista o amor á sua cidade, ás suas donzelas...
Quero ser estudante de capa traçada sempre e agora... Cantando pela vida a minha história e a de todos que comigo a viveram...
tentei explicar o que sinto e não sei se consegui... Com a minha capa levarei os segredos de uma cidade que é e sempre será minha e permitir-me-á ser estudante para a vida toda...
Thursday, May 3, 2007
Os sonhos!
Enquanto dormimos a nossa mente não pára, o pensamento leva-nos onde, nem sempre, queremos ir... Parece-me insuportável esta liberdade, este descontrolo... Não gosto de acordar, custa-me a adormecer, o lento passar dos dias, a certeza de que vem aí mais um pode ser tao maravilhosa e dolorosa ao mesmo tempo... Tenho sido assombrada por coisas que quero esquecer, ou pelo menos não me lembrar tão cedo... (risos)...
Precisva entrar na terra dos sonhos, sem medos nem preconcetos, viver porque sim e ser smplesmente a menina... Não ter fantasmas nem coisa nenhuma... Mas será que isto existe? Leio as minhas próprias palavras e revejo nelas algum dramatismo, mas também é ele que me alivia o stress e me ajuda a redimensionar no mundo as minhas coisas...
Precisva entrar na terra dos sonhos, sem medos nem preconcetos, viver porque sim e ser smplesmente a menina... Não ter fantasmas nem coisa nenhuma... Mas será que isto existe? Leio as minhas próprias palavras e revejo nelas algum dramatismo, mas também é ele que me alivia o stress e me ajuda a redimensionar no mundo as minhas coisas...
Wednesday, May 2, 2007
Pensamento...
"Tropeçamos sempre nas pedras pequenas, as grandes vêmo-las logo" (Provérbio Japonês)
Com todo o rigor em que me quero "obrigar" a viver, não por capricho, mas por natureza, sofro das maselas de tropeçar nas pequenas pedras e de passar o tempo á procura delas e não as conseguir desviar todas do meu caminho...
Com todo o rigor em que me quero "obrigar" a viver, não por capricho, mas por natureza, sofro das maselas de tropeçar nas pequenas pedras e de passar o tempo á procura delas e não as conseguir desviar todas do meu caminho...
Tuesday, May 1, 2007
cordão umbilical...
Quando nascemos existem umas pessoas muito simpáticas que estiveram a ajudar as nossas mães a parir-nos... Essas senhoras são Enfermeiras e fazem um gesto marcante na nossa vida - cortam o cordão umbilical. Destroem assim, a única ligação física que nos une às nossas mães. A partir daí tudo o que nos une é intrinseco, é sentido, é invisivel aos olhos de quem procura provas físicas de alguma coisa... Apesar de já não existir na realidade, esse cordão tem sido para mim, fonte de vida, tal como quando eu era ainda um feto rodeado de líquido... É desta ligação que retiro as forças que às vezes preciso... É neste colo que procur o aconchego e no qual me recuso a colocar qualquer filtro, lente ou máscara da rua...
(...)
De repente sinto me sem ar... Perdi o colo, cortaram-me o cordão outra vez e desta vez estou a asfixiar...
Pára um pouco, ouve-me... volta a dar-me o alimento de sempre... não disse que queria crescer já pois não?
(...)
De repente sinto me sem ar... Perdi o colo, cortaram-me o cordão outra vez e desta vez estou a asfixiar...
Pára um pouco, ouve-me... volta a dar-me o alimento de sempre... não disse que queria crescer já pois não?
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