Acordo de manhã... Pela perciana entreaberta entram alguns raios de sol, nada me dá mais prazer que sentir aquela luz entrar me pelo quarto, de forma tão súbtil.
Estou de férias. Olho o relógio... o dia já vai longo... Não há problema, afinal estou de férias! Respiro calmamente e inicio as minhas actividades... Nada é melhor que ter tempo, fazer as coisas no meu tempo, sem olhar para o relógio preocupada.
Depois o prazer de sentir o vento num passeio pela Serra, perco me a olhar a praia, o mar, é como se estivesse só, apenas eu e aquela linha que não existindo de facto, tanto me agarra, tanto me faz pensar. Lembro que, ainda adolescente, combinei um dia com um grande amigo, comprarmos um barco e irmos até aquela linha... O amigo deixei de ver, mas tenho a certeza que a historia continua guardada na memória de ambos, e enquanto essa memória não se perder, não perderei a amizade dele...
Essa linha, em que me perco, em que repouso o meu olhar e penso no que sou, no que já fui e deixei de ser e no que me reserva o futuro, ou no que eu tenho reservado para construir o meu futuro...
A tranquilidade das férias, a doçura e envolvência do Verão são fascinantes... Os olhos chegam a arder, das lágrimas derramadas olhando essa linha, quando a noite cai ficam apenas os reflexos da lua num mar calmo e apaziguador que não acalma as inquietudes da alma, mas dá calma à insuportavel certeza de estar viva, não que estar viva seja mau, mas ter certezas inquestionáveis...
as palavras confundem-se, os sentimentos ganham cores e formas disformes...
Conitnua a olhar...
Wednesday, July 18, 2007
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