elemento-quase-elemento
"vi-te num sonho cego
não me lembro de tisó do toque do teu olharescorrido sobre mim
em mim molhado de tiquase-afogamento que me
banha sem me matar ou limpar
num mergulho oceânico
devir quente
fogo azul
quero afogar-me em ti
és água neutra – nem limpa nem suja
nem nada
és água-de-nada
és água-de-mim
e eu...eu sou fogo sem ar
que inspiras de mim desinspiradamente
fogo suave mas não lento
quase mas não tanto
tanto mas não muito
sopra mais um pouco e diz-me o teu sopro o teu ar
(amen, assim seja)
o sonho está selado
sentei-me
ouvi.
a terra fala-me
e diz:
estás dentro de mim
e eu dentro de ti
não podes escapar
estás selado por dentro
e dentro de mim
e respondo:
escrevo para ti
de ti
para mim em ti
(e escapo na Palavra que imponho à página)
posso sorrir. sou outro
elemento imprevisível
ou quase
ou talvez
eu sou como tu e somos outro
somos quase
somos sonho
fundidos-confundidos
em lava incandescente
caída e escorrida para a página
em tinta permanente"
M. Tiago Paixão
Friday, July 20, 2007
Wednesday, July 18, 2007
AMIZADE
"Não creias que, rompida uma amizade, não tenhas mais deveres a cumprir. São os deveres mais difíceis, nos quais só a honradez te sustenta. Deves respeito à antiga amizade. Deves abster-te de tornar as brigas públicas e de falar delas, a não ser para justificares-te.”
(LAMBERT, Anne-Therese; Tratado da Amizade)
Pensamento...
"Love has no direction, love has no aim, love can leave you has fast has she came"
Palvras de Ben Harper...
Palvras de Ben Harper...
Entre o céu e o mar...
Acordo de manhã... Pela perciana entreaberta entram alguns raios de sol, nada me dá mais prazer que sentir aquela luz entrar me pelo quarto, de forma tão súbtil.
Estou de férias. Olho o relógio... o dia já vai longo... Não há problema, afinal estou de férias! Respiro calmamente e inicio as minhas actividades... Nada é melhor que ter tempo, fazer as coisas no meu tempo, sem olhar para o relógio preocupada.
Depois o prazer de sentir o vento num passeio pela Serra, perco me a olhar a praia, o mar, é como se estivesse só, apenas eu e aquela linha que não existindo de facto, tanto me agarra, tanto me faz pensar. Lembro que, ainda adolescente, combinei um dia com um grande amigo, comprarmos um barco e irmos até aquela linha... O amigo deixei de ver, mas tenho a certeza que a historia continua guardada na memória de ambos, e enquanto essa memória não se perder, não perderei a amizade dele...
Essa linha, em que me perco, em que repouso o meu olhar e penso no que sou, no que já fui e deixei de ser e no que me reserva o futuro, ou no que eu tenho reservado para construir o meu futuro...
A tranquilidade das férias, a doçura e envolvência do Verão são fascinantes... Os olhos chegam a arder, das lágrimas derramadas olhando essa linha, quando a noite cai ficam apenas os reflexos da lua num mar calmo e apaziguador que não acalma as inquietudes da alma, mas dá calma à insuportavel certeza de estar viva, não que estar viva seja mau, mas ter certezas inquestionáveis...
as palavras confundem-se, os sentimentos ganham cores e formas disformes...
Conitnua a olhar...
Estou de férias. Olho o relógio... o dia já vai longo... Não há problema, afinal estou de férias! Respiro calmamente e inicio as minhas actividades... Nada é melhor que ter tempo, fazer as coisas no meu tempo, sem olhar para o relógio preocupada.
Depois o prazer de sentir o vento num passeio pela Serra, perco me a olhar a praia, o mar, é como se estivesse só, apenas eu e aquela linha que não existindo de facto, tanto me agarra, tanto me faz pensar. Lembro que, ainda adolescente, combinei um dia com um grande amigo, comprarmos um barco e irmos até aquela linha... O amigo deixei de ver, mas tenho a certeza que a historia continua guardada na memória de ambos, e enquanto essa memória não se perder, não perderei a amizade dele...
Essa linha, em que me perco, em que repouso o meu olhar e penso no que sou, no que já fui e deixei de ser e no que me reserva o futuro, ou no que eu tenho reservado para construir o meu futuro...
A tranquilidade das férias, a doçura e envolvência do Verão são fascinantes... Os olhos chegam a arder, das lágrimas derramadas olhando essa linha, quando a noite cai ficam apenas os reflexos da lua num mar calmo e apaziguador que não acalma as inquietudes da alma, mas dá calma à insuportavel certeza de estar viva, não que estar viva seja mau, mas ter certezas inquestionáveis...
as palavras confundem-se, os sentimentos ganham cores e formas disformes...
Conitnua a olhar...
Thursday, July 12, 2007
O meu tesouro...
O final de um ciclo é sempre um dia muito especial, mesmo para uma criança de 6 anos de idade. Ver-te crescido e prestes a passar para outro patamar emociona-me, emociona-me ainda mais a generosidade com que me incluis, com todos os meus defeitos, mau feitio e rezinguisse, na tua vida e me dás um lugar de destaque.
Amo-te Goncinhas...
Da mana Uma vida Feliz
Amo-te Goncinhas...
Da mana Uma vida Feliz
Tuesday, July 10, 2007
"Acordo de noite subitamente,
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez..."
alberto caeiro
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez..."
alberto caeiro
Tuesday, July 3, 2007
Quero parar para respirar fundo...
A força do mar é impressionante... Tanto pode ser devastadora, intimidadora e imponente, como pode ser tão subtil na sua calmaria, capaz de apaziguar o espírito mais irrequieto.
A polaridade do mar é estranhamente intrigante e tão real... Tão semelhante a mim, que vivo na intensidade da alegria e da desilusão... Da força e da frustração, da coragem e da impotência...
Preciso parar para respirar fundo...
A polaridade do mar é estranhamente intrigante e tão real... Tão semelhante a mim, que vivo na intensidade da alegria e da desilusão... Da força e da frustração, da coragem e da impotência...
Preciso parar para respirar fundo...
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