Wednesday, October 24, 2007

Pensamento...

"... Olhando tudo com amor e espírito crítico e a tudo podendo discutir e a tudo podendo por em dúvida, menos que somos gente e nos têm de tratar como gente e a todos como gente havemos de tratar."

Agostinho da Silva

Sunday, October 21, 2007

Poesia...

"Os versos que te fiz...

... Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!"

Florbela Espanca

Saturday, October 20, 2007

"yes indeed i'm alone again
and here comes emptiness crashing in
it's either love or hate
i can't find in between
cause i've been with witches
and i have been with a queen

it wouldn't have worked out any way
so now it's just another lonely day
further along we just may
but for now it's just another lonely day

wish there was something
i could say or do
i can resist anything
but temptation from you
but i'd rather walk alone
than chase you around
i'd rather fall myself
than let you drag me down

it wouldn't have worked out any way
and now it's just another lonely day
further along we just may
but for now it's just another lonely day

yesterday seems like a life ago
cause the one i love
today i hardly know
you i held so close in my heart oh dear
grow further from me
with every fallen tear

it wouldn't have worked out any way
so now it's just another lonely day
further along we just may
but for now it's just another lonely day"

Ben Harper

Monday, October 1, 2007

Pensamento...

"Vezes demais, o que realmente queremos é exactamente o que não podemos ter...

...Ainda assim, quem realmente sofre é quem não sabe o que quer...."

Sunday, September 30, 2007

Acordei com isto no ouvido...

"Tou com saudade de você debaixo do meu cobertor
De te arrancar suspiros, fazer amor
Tou com saudade de você na varanda em noite quente
O arrepio frio, que dá na gente

Truque do desejo, guardo na boca
O gosto do beijo
Eu sinto a falta de você, me sinto só
E aí, será que você volta, tudo à minha volta é triste
E aí, o amor pode acontecer, de novo para você
Palpite

Tou com saudade de você do nosso banho de chuva
Do calor da minha pele, da lingua tua
Tou com saudade de você censurando o meu vestido
As juras de amor, ao pé do ouvido

Truque do desejo, guardo na boca
O gosto do Beijo
Eu sinto a falta de você, me sinto só
E aí, será que você volta, tudo à minha volta é triste
E aí, o amor pode acontecer, de novo para você
Palpite"

Vanessa Rangel

Wednesday, September 26, 2007

Desabafo...

Olha para mim! Consegues ver?! A desilusão de quem te olhou nos olhos e acreditou em todas as palavras que pronunciavas. Sim, eu acreditei e achei que podia dizer-te a verdade, sem jogos, sem problemas, na simplicidade e inocência de sentir e falar...

Como me enganei... Mentes com o olhar doce que ainda tens e embalas as mentiras com carinhos no cabelo... Enfim desapareceste espero perder-te dentro da minha memória

Saturday, September 22, 2007

Bocados de alguém...bocadinhos de mim também...

"(...) - Uma ovelha come tudo o que encontra.

- Mesmo flores com espinhos?

- Sim. Mesmo flores que têm espinhos.

- Então para que servem os espinhos?

Eu não sabia. (...)

- Para que servem os espinhos?
O Principezinho, quando fazia uma pergunta, não mais desistia dela. Irritado com o parafuso, respondi uma coisa qualquer:

- Os espinhos não servem para nada, é pura maldade da parte das flores!
- Oh!

O Principezinho ficou calado por um momento; depois atirou-me, com uma pontinha de rancor:

- Não acredito. As flores são fracas. São ingénuas. Tranquilizam-se como podem. Julgam-se terriveis com os seus espinhos...

Não respondi. Naquele instante dizia para comigo: «se este parafuso continua a resistir, rebento-o com uma martelada».

O Principezinho interrompeu outra vezos meus pensamentos:

- Ejulgas tu que as flores...
- Nada disso! NAda disso! Não julgo nada. Respondi à toa. Eu cá trat0 de coisas sérias!

Olhou para mim espantado.

- De coisas sérias!

Via-me com o martelo na mão e os dedos negros de óleo, inclinado sobre um objecto que lhe parecia feíssimo.
- Estás a falar como as pessoas crescidas!

Fiquei um tanto envergonhado. Mas ele acrescentou, impiedosamente:
- Estás a confundir tudo... a misturar tudo!

Estava deveras irritado. sacudiu ao vento os cabelos dourados.
(...)"

Saint-Exupéry - O Principezinho